Thursday, July 19, 2007

CONSTATAÇÃO

Se lermos apenas a Bíblia, corremos o risco de até fundarmos uma religião. 
Mas se estudarmos a doutrina católica, dificilmente abandonaremos a Igreja.

Wednesday, April 11, 2007

O PRIMADO DE PEDRO

Uma das grandes razões de divergência entre católicos e protestantes diz respeito à legitimidade para a interpretação das Sagradas Escrituras. Para os seguidores da reforma, qualquer pessoa poderia ler e entender corretamente a bíblia, sem o auxílio de ninguém senão do Espírito Santo, que guiaria cada um infalivelmente na busca do verdadeiro significado da palavra divina. É o chamado livre exame da Bíblia, proposto pelo ex-frade Lutero.
Para os católicos, o legítimo intérprete das Escrituras (e também da Tradição) é o papa, sucessor direto de São Pedro, pois Cristo confiou a ele esse ministério. Ao Papa, portanto, devem os católicos obediência em matéria de fé e moral, em função do poder divino a ele conferido.
Os protestantes, apesar de discutir as passagens discordantes da bíblia de forma crítica, acabam tendo que reconhecer que cada um, em conexão direta com Deus, tem a sua interpretação, a sua "verdade", originando-se, dessa forma, o fenômeno da multiplicação das seitas que se constata a partir do século XVI, e que não cessou até hoje.
Cada seita seria uma manifestação de Deus; não importa se defende teses contrárias às das demais, desde que mantenha a "fé" em Cristo. Essa "fé" na verdade se traduziria por um "sentir Cristo"; portanto, trata-se de um ato da vontade e não da inteligência.
A doutrina católica, ao contrário, reconhece que a fé é a adesão da inteligência às verdades reveladas por Deus. Sendo verdades, elas não podem variar nem segundo a pessoa que as interpreta, nem segundo a época, pois a verdade é imutável.
Cabe ao papa guiar os fiéis nos ensinamentos de Cristo confiados à Igreja em depósito, o qual não pode ser alterado até a consumação dos séculos.
Importa pois saber qual das duas visões corresponde à vontade divina, pois aí teremos resolvido o problema da interpretação da Bíblia Sagrada, que é motivo de divergência entre católicos e protestantes. Examinemos pois, em primeiro lugar, as Escrituras.
Os protestantes afirmam que, para defender a posição católica, só existiria uma passagem do Evangelho de São Mateus (XVI, 16-19), a qual não possui paralelo com os dois outros Evangelhos que descrevem a mesma cena, de interpretação duvidosa.
Pedro seria como os demais apóstolos, diferindo apenas no caráter agressivo, o que faria com que liderasse os demais, seguindo e obedecendo a Cristo. Entretanto, Nosso Senhor não teria conferido qualquer primado a Pedro entre os Apóstolos.
O que o Evangelho mostra, entretanto, é que Pedro ocupava um lugar de destaque no colégio Apostólico, e que Cristo fez a ele a promessa da primazia entre os apóstolos, para que, uma vez confirmado, confirmasse os seus irmãos (Lc XXII,32). Utilizaremos na maior parte da demonstração dessa verdade o esquema do livro Igreja, Reforma e Civilização, do Pe. Leonel Franca, Ed. Agir, 6a edição.

Wednesday, March 21, 2007

O (DES)INTERESSE DO JOVEM PELA RELIGIÃO

Autor: Josias da Costa Jr., coordenador de Pesquisas em Ciências da Religião no Instituto deeEstudos de Religião e Sociedade da América Latina (IERSAL). Mundo Jovem, nº 337, junho 2003, p. 19

O lado interessante da religião é que ela empresta sentido à vida e quer responder questionamentos da existência humana, porque ela preenche as lacunas existenciais e espirituais do ser humano moderno.
Quando olhamos para a história, sem dificuldades observamos que, dentre os diversos fenômenos culturais existentes em todos os povos, o religioso se faz presente. Ele está na música, no teatro, na literatura, na política, nos projetos sociais e filosóficos. Por isso, o antropólogo Bronislaw Malinowski, constatou que não existe povo que não tenha religião. Entretanto podemos verificar que para alguns é como se esse fenômeno não os atingisse. Porém é um pensamento ilusório, pois a religião sempre exerceu influência na vida dos indivíduos e da sociedade.
Se o fenômeno religioso está presente na história da humanidade, como encaixa-lo na modernidade, que trouxe consigo uma forte dose de rejeição aos valores religiosos? Alguns pensadores modernos se opuseram radicalmente ao espírito medieval, pois entenderam que o modo de viver a religiosidade, sob a tensão corpo/espírito, inibia a vitalidade. A espiritualidade era entendida a partir de uma vida de renúncia à vida do mundo. Esta renúncia remete às experiências da religiosidade cristã para o interior das ordens religiosas. Assim, o corpo se transformou em um lugar de impossibilidade de experiências espirituais. Por isso se entendia que implicava em perda da vitalidade, inibidos pelos conceitos morais.
Mas o que é vitalidade? Antes da I Guerra Mundial (1914-1818), no bojo da revolução cultural burguesa tardia, da nova arte do “estilo jovem” e das “filosofias de vida”, a vida era considerada boa e isenta de culpas. A “filosofia da vida” lutava contra a moral vigente, pois esta estraga o prazer e a alegria de viver. De acordo com o filósofo Friederich Nietzsche (“Assim falo Zarathustra”), a vida deveria ser liberta dos poderes da moral. Em vez da moral da vida, a livre intensificação da vida deveria prevalecer por meio de suas expressões criadoras. Vitalidade na linguagem biológica significa “potência do ser”. Entretanto na esteira do movimento cultural e político se tornou ânsia de poder destituído de valores morais e espirituais.
Outros pensadores também ajudaram no fortalecimento da idéia de um mundo dessacralizado, isto é, uma sociedade com mulheres, homens e jovens em geral a viver sem deus e sem profetas. O que importa é viver intensamente, sem a culpa que a moral impõe.
Hoje também somos atingidos por tais pensamentos, porque somos jovens nascidos em meio às crises da modernidade. Isso explica, até certo ponto, a falta de interesse, por parte de alguns jovens, quando o assunto é religião. Pois, de algum modo entendem que ter religião implica em perda de vitalidade. Isso não é verdade! Através da prática religiosa é possível criar laços fraternos. Os espaços religiosos podem ser momentos agradáveis e de integração social, desenvolvimento de habilidades artísticas etc.

O lado interessante da religião

Quero chamar sua atenção para algo muito importante. O ser humano moderno se iludiu na busca da vitalidade dessacralizada e abriu mão de valores morais e espirituais. Mas não se deu conta de que esse modo de viver não empresta sentido à vida. Com razão, o teólogo alemão Jürgen Moltmann lembra que vitalidade destituída de tais valores justificou as brutalidades do nazismo e do fascismo. Por isso, ele entende a vitalidade como amor à vida. Portanto, aponta para a religião da afirmação incondicional da vida. Neste sentido, é a religião que clama por paz, em tempos de guerra, que é a própria negação da vida.
A religião também pode ser uma poderosa força de mobilização, como ocorreu na década de 1950, na luta dos negros norte-americanos, que só podiam sentar nos bancos de trás d os ônibus. Uma dia uma negra se s entrou no banco da frente e foi posta para fora do veículo. Tal motivação motivou o Reverendo Martin Luther King Jr. A incentivar o boicote aos ônibus, e contou com a adesão total dos negros. Com isso, os empresários pressionaram o Congresso para a aprovação da lei que proibia a discriminação racial nos transportes.

Thursday, February 15, 2007

O PODER DE PERDOAR PECADOS

Uma das doutrinas da Igreja Católica muito desconhecida dos próprios católicos é sobre poder que Jesus deu aos seus discípulos para perdoar pecados. Desconhecendo sua própria doutrina, muitos católicos quando são questionados sobre o assunto, ficam sem argumentos e a mercê da interpretação dos discípulos de Lutero.
Historicamente, o poder de perdoar pecados podemos ver na Bíblia desde o Velho Testamento, estendo-se ao Novo. O texto seguinte mostra o modelo antigo de expiar as culpas das pessoas. Vejamos Levítico 16, 20 a 21: “Quando Arão houver acabado de fazer expiação pelo lugar santo, pela tenda da revelação, e pelo altar, apresentará o bode vivo; e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para isso.”
Segundo a ótica dos judeus, só Deus tinha o poder de perdoar os pecados, não o homem. Assim interpretando, ficaram escandalizados pelo fato de Jesus curar e perdoar ao mesmo tempo. O texto de Mateus resume tudo isso: “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados. E alguns dos escribas disseram consigo: Este homem blasfema. Mas Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que pensais o mal em vossos corações? Pois qual é mais fácil? dizer: Perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.” (Mateus 9, 2 a 6)
Depois que Jesus morreu e ressuscitou, apareceu a algumas mulheres, entre as quais Maria Madalena. Depois apareceu aos discípulos, deu algumas instruções e poder para pregar e curar. Em João 20, 21, lemos que Jesus diz que “assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”. No versículo 23, o Mestre diz:“Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos.” (João 20,23). Ainda é preciso explicar esse texto? Não está claro que Jesus Cristo deu aos discípulos o poder de perdoar pecados?

Tuesday, February 13, 2007

A IGREJA E OS OUTROS

A Igreja diferencia-se dos outros credos em vários aspectos. Um deles é sua ligação com o passado biblico e as origens do cristianismo.

A fidelidade às doutrinas da Bíblia também distingue a Igreja dos outros grupos religiosos. Há leis "pétreas", que são sacudidas vez por outra. E graças à firmeza da Igreja, elas não foram de água a baixo.

Eemplos disso é o firme propósito em defender a vida. As leis que atentam contra a vida, como as do aborto, ainda não tomaram conta do mundo porque a Igreja está firme, ali, na defesa.

Saturday, January 27, 2007